Perdida




Grito!
Como gritei teu nome
mas teu nome esqueci,
grito agora desespero
porque em mim me perdi.

Choro!
Como por ti chorei,
mas por ti já não choro
porque de ti já não sei.

Desespero!
Desespero de tanto gritar,
por não achar uma saída
e perdida em mim continuar.

Minha alma, grita e chora
por liberdade desejar
percorre caminhos sem saída
para serenidade encontrar.

Meu corpo no chão caiu,
e forças nao tenho para me levantar,
cá dentro é só um vazio
que um dia esteve disposto a amar.

O dia iluminado depressa escureceu,
o sol deu lugar à lua,
Tal como no momento em que o sorriso morreu.

O amor deu lugar ao ódio,
a felicidade à solidão,
os sorrisos passaram a lágrimas
que escorrem sem autorização.

Por ti estou assim,
e tudo mudou,
papéis invertem-se,
e tudo acabou.


                                    Ana Sofia Estevam


PS. Este foi escrito em Março de 2006, todos os outros que não têm informação de data, são actuais, bastante recentes, e sim, eu era bastante pessimista e escrevia coisas deprimentes!

Raquel Rapist  – (4 de janeiro de 2010 às 17:23)  

sim senhora menina sofia, e incrivel como uma alma deprimida consegue libertar tanto sentimento em palavras. e triste que os poemas mais lindos sejam os mais tristes :/ mas estas de parabens as tuas palavras tocam.

Sissy  – (10 de janeiro de 2010 às 04:29)  

Mas sabes, às vezes o facto de escreveres é como se fosse melhor que uma ida ao psicólogo... Acho que faz bem a todos nos!
Beijo***

ergela  – (11 de janeiro de 2010 às 15:56)  

Tanto sofrimento, tanto sentimento!

A poesia aqui nasce;cresce e liberta-se.

Um Beijo.

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